24/03/2011
Se depender dos vigilantes de Campos, no Norte Fluminense, as 52 agências bancárias podem não abrir para atendimento ao público amanhã, a exemplo do que já aconteceu hoje. De acordo com a Federação dos Vigilantes do Rio, cerca de 2 mil trabalhadores cruzaram os braços nesta quarta-feira feira (23) em represália a intransigência do sindicato das empresas de segurança que só ofereceu 1,5% de ganho real. Os vigilantes da capital, Baixada e interior do estado reivindicam: inflação do período mais 10% de ganho real; diminuição do tíquete refeição de 20% para 5%; parcelamento do adicional de risco de vida em três parcelas de 9%, para completar os 30% em 2013; entre outros itens. A data base é março.

Em Campos, bancos continuam fechados nesta quinta
Conforme Lei Federal 7.102/83, que trata da segurança privada no país, os bancos não podem abrir para atendimento sem pelo menos dois vigilantes, sob o risco de serem multados. De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Campos, Luiz Carlos Rangel da Rocha, as 52 agências continuarão fechadas até os patrões reabrirem as negociações com os trabalhadores. Para não prejudicar a população os grevistas liberaram apenas alguns caixas eletrônicos no Centro da cidade. Segundo Rocha, os vigilantes do Estado do Rio ganham um piso muito baixo – R$ 800 – ficando atrás de outros estados importantes como São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Paraná.
A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) não quis comentar a greve, alegando que os vigilantes são trabalhadores terceirizados e não bancários.
O movimento grevista prossegue na próxima semana, quando os vigilantes de Macaé também ameaçam cruzar os braços e parar os bancos se a proposta patronal não melhorar, informou Fernando Bandeira, presidente da Federação dos Vigilantes do Rio de Janeiro.